Por que fiquei 40 dias sem Instagram e repensei minha relação com o digital
- 8 de jan.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 5 dias
Eu achei que ficaria 45 dias sem Instagram. Parei aos 40, pois já tinha entendido o suficiente.
No começo, foi fácil. Fácil demais. Eu não sentia falta. Não parecia fazer diferença. Até eu perceber algo importante:
O problema nunca foi o Instagram.
Neste post, quero compartilhar essa experiência, o que ela me ensinou sobre vício digital, leitura, trabalho criativo e por que decidi repensar a forma como construo minha carreira como escritora.
O que acontece quando você fica 40 dias sem Instagram
A decisão de sair do Instagram não foi planejada com calma. Ela veio de uma urgência. Eu passava tempo demais rolando a tela, consumindo conteúdos aleatórios, sem perceber para onde as horas iam.
Não parecia um vício, porque não era destrutivo o suficiente para assustar. Mas também não era leve o suficiente para ser inofensivo. Era constante. E foi isso que me fez sair.
No início, foi surpreendentemente fácil. Eu não sentia falta do Instagram. Parecia que ele realmente não fazia nenhuma diferença na minha vida.
Até que percebi algo que mudou completamente a forma como eu via tudo aquilo.
Substituir um vício não é o mesmo que abandoná-lo
Mesmo sem Instagram, meu tempo de tela não diminuiu. Eu estava apenas substituindo um comportamento por outro:
Pinterest
Joguinhos
Substack
WhatsApp
Cheguei ao ponto de rolar conversas antigas sem ter nenhuma mensagem nova.
Foi nesse momento que caiu a ficha:
Eu não estava viciada no Instagram.
Eu estava viciada em estímulo.
Ainda assim, esses 40 dias foram fundamentais para eu enxergar o tamanho da dependência e começar a tomar decisões mais conscientes.
Menos estímulo, mais clareza
Quando comecei, de fato, a reduzir estímulos, algo mudou. Senti que minha mente desacelerou, minha leitura melhorou, minha atenção ficou mais profunda. Eu conseguia ficar mais tempo em uma única coisa. E percebi algo simples:
Pensar exige silêncio.
Antes, eu achava que estava criando. Mas, na prática, eu só estava reagindo ao que consumia. Eram ideias repetidas, referências em excesso, mas pouco espaço para algo realmente meu. Quanto mais eu consumia, menos eu criava.
Leitura durante 40 dias longe do Instagram
Mesmo com a substituição do vício, algo positivo aconteceu: minhas leituras fluíram melhor.
Durante esses 40 dias, algo mudou: minha leitura voltou a fluir.
Leituras do período
Apenas um olhar, de Harlan Coben
Gostei, mas não amei. O final é excelente, apesar de algumas ressalvas.
Assassinato pelo Livro, de Poppy Waverly
Um livro de qualidade duvidosa (curtinho, felizmente). Não recomendo.
Assassinato na Casa do Pastor, de Agatha Christie
Narrado pelo pastor Clement, com a primeira aparição de Miss Marple. Excelente leitura. Recomendo muito.
Uma Alma pela Metade, de Olivia Atwater
Uma romantasia ambientada no período regencial, com uma mensagem linda.
A Marca do Cristão, de Francis Schaeffer
Curto, profundo e muito necessário.
O Evangelho de Jesus Cristo, de Paul Washer
Todo cristão deveria ler.
Além disso, iniciei as leituras de O Cavalo Cor-de-Rosa e Lições sobre Afogamento, esta última como inspiração para um projeto antigo que quero finalmente concluir.
Conclusão: menos estímulo, mais intenção
Ficar 40 dias sem Instagram não resolveu tudo, mas me deu clareza.
Hoje, eu não quero apenas usar menos redes sociais. Quero precisar menos delas.
Busco viver com mais intenção, menos rolagem automática; mais presença, menos ruído. Porque, às vezes,o silêncio revela mais do que o feed.
Você acha que conseguiria ficar 40 dias sem Instagram hoje?
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